Sinal de alerta:

Icterícia, sangramento, vômitos persistentes, dor abdominal intensa, pouca urina, desmaio, confusão ou piora após melhora exigem atendimento urgente. Informe viagem ou permanência em área de risco.

O que é febre amarela

Febre amarela é uma infecção viral transmitida por mosquitos. No Brasil, a circulação atual ocorre no ciclo silvestre, envolvendo mosquitos de mata e primatas não humanos; macacos não transmitem a doença diretamente às pessoas.

A presença de macacos doentes ou mortos é um alerta ambiental e deve ser comunicada à vigilância, sem tocar no animal. Matar macacos prejudica a detecção precoce e não previne a doença.

Sintomas e fase grave

Febre de início súbito, calafrios, dor de cabeça, dores no corpo, náusea, vômito e fraqueza podem surgir após a picada. Esses sintomas se confundem com outras infecções e precisam ser interpretados junto a viagem ou exposição em área de risco.

Uma parte das pessoas melhora e depois piora, com icterícia, sangramentos, dor abdominal, vômitos persistentes, pouca urina, sonolência ou confusão. A forma grave pode comprometer fígado e rins e exige atendimento hospitalar imediato.

Esquema infantil em 2026

O Calendário Nacional de Vacinação de 2026 recomenda uma dose aos 9 meses e um reforço aos 4 anos. Em situação de risco epidemiológico elevado, crianças de 6 a 8 meses podem receber dose excepcional após avaliação; essa dose precoce não substitui o esquema de rotina.

Em menores de 2 anos, a aplicação junto com tríplice viral ou tetraviral exige atenção aos intervalos definidos pelo PNI. A sala de vacinação deve organizar o esquema conforme as doses já registradas.

Crianças maiores, adolescentes e adultos

A partir de 5 anos, quem nunca foi vacinado deve receber uma dose conforme o calendário. Quem tomou uma dose antes dos 5 anos precisa verificar se há indicação de completar com uma dose adicional. Registro confiável evita doses desnecessárias.

Para a maioria das pessoas, uma dose válida a partir dos 5 anos confere proteção duradoura. A recomendação pode ser intensificada diante de transmissão ativa, residência ou deslocamento para área de risco.

Viagens e comprovante internacional

Quem vai para área com recomendação deve conferir a carteira com antecedência. Na primeira vacinação, a proteção e a validade para viagem começam cerca de 10 dias depois, por isso não deixe para o aeroporto ou para a véspera.

Alguns países exigem Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia. Exigência documental e indicação médica não são exatamente a mesma coisa; consulte os destinos e a Anvisa antes da viagem.

Quem precisa de avaliação individual

Pessoas com 60 anos ou mais que nunca foram vacinadas devem receber a dose apenas em situações de risco, após avaliar benefício e possibilidade de evento adverso raro. Gestantes e mulheres que amamentam bebê menor de 6 meses também exigem avaliação quando a exposição não pode ser evitada.

Imunossupressão por doença ou tratamento, transplante, algumas doenças do timo, alergia grave a componentes e reação importante prévia podem contraindicar a vacina viva. Não interrompa imunossupressor por conta própria para se vacinar.

Segurança e proteção contra mosquitos

Dor local, mal-estar e febre baixa podem ocorrer. Eventos graves são raros, mas o risco reforça a triagem correta. Procure atendimento se, após a vacina, surgirem febre alta persistente, icterícia, sangramento, fraqueza intensa, falta de ar ou sintomas neurológicos.

A vacina é a proteção principal. Repelente adequado, roupas compridas, telas e mosquiteiros complementam a prevenção, inclusive para quem tem contraindicação ou ainda não completou 10 dias da primeira dose.

Quando procurar atendimento

Quem esteve em área de risco e apresenta febre súbita, dor no corpo, vômitos ou mal-estar deve informar a exposição e procurar avaliação. Não use ácido acetilsalicílico ou anti-inflamatório por conta própria diante de suspeita, por risco de sangramento e confusão com dengue.

Vá à urgência diante de icterícia, sangramento, vômitos persistentes, dor abdominal intensa, pouca urina, desmaio, confusão, sonolência importante ou piora após uma aparente melhora.

Conteúdo em vídeo

Vacinação contra a febre amarela

Equipe do Telessaúde explica a doença e a vacinação. Para viagens e situações especiais, confirme a recomendação vigente na unidade de saúde.

Fonte: Telessaúde SC — UFSC/SUS
Respostas diretas

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre o tema, respondidas de forma simples e responsável.

Quem tomou uma dose precisa de reforço?

Depende da idade em que recebeu. Crianças têm dose aos 9 meses e reforço aos 4 anos; quem tomou a partir dos 5 anos geralmente tem uma dose válida. Confira a carteira.

Posso me vacinar na véspera da viagem?

Não é o ideal. Na primeira dose, são necessários cerca de 10 dias para proteção e validade internacional. Planeje com antecedência.

Pessoas com mais de 60 anos podem tomar?

Podem em situações excepcionais de risco, se não vacinadas, após avaliação individual de benefício e possíveis eventos adversos.

Macacos transmitem febre amarela?

Não diretamente. Eles adoecem e funcionam como sentinelas da circulação do vírus. A transmissão ocorre pela picada de mosquitos infectados.

A vacina causa febre amarela?

Ela usa vírus atenuado e não causa a doença comum. Eventos viscerotrópicos ou neurológicos semelhantes são muito raros e justificam triagem adequada.

Existe remédio específico para febre amarela?

Não há antiviral específico. O tratamento é de suporte e formas graves precisam de hospitalização; por isso vacinação e reconhecimento precoce são fundamentais.

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Referências bibliográficas e fontes consultadas

Este conteúdo foi elaborado com base nas publicações abaixo. Os links direcionam para as páginas, diretrizes ou documentos originais.

  1. Brasil — Ministério da Saúde

    Febre amarela: transmissão, sintomas, tratamento e prevenção

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    Página
  2. Brasil — Ministério da Saúde

    Prevenção e vacinação contra a febre amarela

    Acessar fonte original
    Página
  3. Brasil — Ministério da Saúde

    Instrução Normativa do Calendário Nacional de Vacinação 2026

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    Diretriz
  4. Brasil — Ministério da Saúde

    Vacinação para viajantes: febre amarela

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    Página

Referências verificadas em: 28/08/2026.