Sinal de alerta:

Nódulo novo, retração da pele ou do mamilo, secreção com sangue ou pele em casca de laranja exige avaliação breve. Vermelhidão intensa com febre, dor forte ou piora rápida requer atendimento no mesmo dia.

Rastreamento não é o mesmo que investigação

Mamografia de rastreamento é feita em pessoas sem sinais ou sintomas para encontrar câncer mais cedo. Mamografia diagnóstica investiga nódulo, secreção, retração, alteração da pele ou achado em outro exame e pode ser indicada em qualquer idade.

Não espere campanha ou faixa etária de rotina quando existe alteração. O profissional pode combinar mamografia, ultrassom e, em situações específicas, ressonância ou biópsia:

  • Sintoma novo segue fluxo diagnóstico;
  • Ultrassom não substitui automaticamente a mamografia;
  • Exames anteriores ajudam na comparação.

Recomendação atual do SUS

Desde setembro de 2025, Ministério da Saúde e INCA recomendam mamografia de rastreamento a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos com risco habitual. Essa faixa concentra balanço mais favorável entre redução de mortalidade e possíveis danos.

Entre 40 e 49 anos, o SUS passou a garantir acesso mesmo sem sintomas quando a mulher solicita, após orientação sobre benefícios e riscos, mas sem recomendação de rastreamento populacional bienal. Acima de 74 anos, a decisão é individualizada.

Por que há recomendações diferentes

Sociedades brasileiras de Mastologia, Radiologia e Ginecologia recomendam mamografia anual dos 40 aos 74 anos para risco habitual. A divergência reflete pesos diferentes atribuídos ao benefício de detectar mais casos cedo e aos danos do rastreamento.

Antes dos 50, mamas mais densas tornam o exame menos sensível e aumentam reconvocações e biópsias benignas. A decisão deve considerar risco, preferências, acesso e capacidade de completar a investigação.

Quem precisa de plano de alto risco

Mutações como BRCA1/BRCA2, radioterapia no tórax em idade jovem, histórico pessoal de câncer ou certas combinações familiares podem exigir início mais cedo, mamografia anual e ressonância.

Uma única parente idosa com câncer não define automaticamente alto risco. Idade ao diagnóstico, grau de parentesco, lado materno e paterno e tipos de câncer devem ser avaliados; teste genético deve vir com aconselhamento.

Como é o exame e como se preparar

Cada mama é posicionada e comprimida por alguns segundos para reduzir movimento, espalhar o tecido e usar menor dose de radiação. O desconforto é breve; informe dor intensa, limitação de ombro ou necessidades especiais.

No dia, evite desodorante, talco ou creme nas mamas e axilas se o serviço orientar, pois partículas podem aparecer na imagem. Leve exames anteriores e informe gestação, amamentação, implantes e cirurgias.

Radiação, falso-positivo e sobrediagnóstico

A dose de radiação é baixa e o benefício supera o risco na população recomendada. Repetir sem necessidade, entretanto, não torna o rastreamento melhor e aumenta exposição e achados incidentais.

Falso-positivo é uma alteração que exige imagens ou biópsia, mas não é câncer. Sobrediagnóstico é detectar um tumor que talvez nunca causasse dano; esses possíveis efeitos devem fazer parte da decisão informada.

BI-RADS, mamas densas e implantes

BI-RADS padroniza a conclusão e a recomendação. Categoria 0 pede complementação; 1 e 2 são negativas ou benignas; 3 costuma pedir controle; 4 e 5 geralmente indicam investigação com biópsia.

Mama densa não significa câncer, mas pode ocultar lesões e elevar o risco. Implante não impede mamografia: avise o serviço para incidências específicas; ultrassom ou ressonância complementam apenas quando indicados.

Quando procurar atendimento

Marque avaliação breve para nódulo novo, retração do mamilo ou da pele, secreção espontânea com sangue, ferida persistente, pele em casca de laranja ou linfonodo na axila. Homens também podem ter câncer de mama.

Procure atendimento no mesmo dia com mama muito vermelha, quente e dolorosa acompanhada de febre ou mal-estar, piora rápida do inchaço ou secreção purulenta, pois pode haver infecção ou abscesso.

Conteúdo em vídeo

Mamografia no Outubro Rosa: acesso, rastreamento e cuidado

O programa Câmara Saúde apresenta orientações sobre mamografia e as mudanças anunciadas em 2025. O artigo aprofunda os benefícios, os possíveis danos e a decisão compartilhada.

Fonte: TV Câmara Ourinhos
Respostas diretas

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre o tema, respondidas de forma simples e responsável.

Com que idade fazer mamografia no SUS?

O rastreamento populacional é bienal dos 50 aos 74 anos. Dos 40 aos 49, há acesso mediante solicitação e decisão informada, sem periodicidade populacional obrigatória.

Sociedades médicas recomendam diferente?

Sim. SBM, CBR e FEBRASGO recomendam mamografia anual dos 40 aos 74 anos para risco habitual.

Ultrassom substitui mamografia?

Em geral, não. Ele complementa áreas palpáveis e mamas densas, mas não mostra todas as alterações detectáveis na mamografia.

Mamografia dói?

A compressão pode incomodar por segundos. Avise se a dor for intensa; bom posicionamento é necessário para imagem adequada e menor dose.

Quem tem silicone pode fazer?

Sim. Informe o implante para incidências específicas. Avaliar o implante e rastrear câncer são objetivos diferentes.

BI-RADS 4 é câncer?

Não confirma câncer, mas indica suspeita suficiente para que biópsia seja geralmente recomendada.

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Transparência editorial

Referências bibliográficas e fontes consultadas

Este conteúdo foi elaborado com base nas publicações abaixo. Os links direcionam para as páginas, diretrizes ou documentos originais.

  1. Instituto Nacional de Câncer — INCA

    Detecção precoce do câncer de mama

    Acessar fonte original
    Página
  2. Ministério da Saúde

    Câncer de mama

    Acessar fonte original
    Página
  3. Ministério da Saúde e INCA

    Nova recomendação para acesso à mamografia no SUS — 2025

    Abrir PDF original
    PDF
  4. Instituto Nacional de Câncer — INCA

    Riscos e benefícios da mamografia dos 40 aos 49 anos

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    Página
  5. Organização Mundial da Saúde — OMS

    WHO position paper on mammography screening

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    Diretriz

Referências verificadas em: 28/08/2026.