Procure atendimento rápido se houver febre, dor crescente, calor, inchaço, pus, listras vermelhas ou piora acelerada. Pessoas com diabetes, má circulação ou imunidade reduzida devem avaliar cedo fissuras e lesões nos pés.
O que é micose de pele?
Micose é um grupo de infecções causadas por fungos. As formas superficiais atingem principalmente a camada externa da pele, os pelos ou as unhas. Entre elas estão as dermatofitoses, também chamadas de tinhas, além da pitiríase versicolor e de algumas candidíases da pele.
Os dermatófitos utilizam a queratina e podem ser transmitidos por pessoas, animais, solo ou objetos contaminados. Calor, suor, umidade, atrito e pouca ventilação favorecem a proliferação, mas ter micose não significa falta de higiene.
Como reconhecer os padrões mais comuns
A tinha do corpo costuma formar placa arredondada, com borda mais elevada e descamativa, crescimento para fora e centro mais claro. No pé, pode haver coceira, descamação e fissuras entre os dedos; na virilha, uma placa avermelhada e pruriginosa nas dobras:
- Impingem ou tinea corporis: lesão em anel no tronco ou nos membros;
- Frieira ou tinea pedis: descamação, maceração e rachaduras nos pés;
- Tinea cruris: coceira e borda ativa na virilha e parte interna das coxas;
- Tinea capitis: descamação e falhas de cabelo, mais comum em crianças;
- Pitiríase versicolor: manchas claras ou escuras finamente descamativas no tronco.
Nem toda mancha circular é fungo
Dermatite de contato, eczema numular, psoríase, pitiríase rósea, granuloma anular e algumas infecções bacterianas podem parecer micose. A aparência também muda conforme o tom da pele e após uso de pomadas.
Corticoide usado sozinho pode reduzir a vermelhidão por alguns dias, esconder a borda e permitir que o fungo se espalhe. Esse quadro, chamado tinea incógnita, dificulta o diagnóstico; por isso, evite pomadas combinadas por conta própria.
Como o diagnóstico é confirmado
Muitos casos típicos são reconhecidos pela história e pelo exame da pele. Quando há dúvida, recorrência, extensão incomum ou falha terapêutica, o profissional pode colher escamas por raspagem para exame microscópico ou cultura.
Lesões no couro cabeludo, na barba, na face, nos genitais ou em pessoa imunossuprimida merecem avaliação porque podem precisar de investigação e tratamento diferentes. Informar contato com animais, viagens e medicamentos usados ajuda.
Tratamento depende do local e da extensão
Micoses localizadas da pele costumam ser tratadas com antifúngico tópico por período definido. Couro cabeludo, barba, unha, lesões muito extensas ou resistentes podem exigir medicamento por via oral e acompanhamento.
O produto, a frequência e a duração variam conforme o diagnóstico. Interromper assim que a coceira melhora favorece persistência; tomar antifúngico oral sem avaliação expõe a interações, efeitos no fígado e tratamento desnecessário quando a causa não é fungo.
Cuidados para evitar transmissão e retorno
Mantenha dobras e espaços entre os dedos secos, troque roupa suada, alterne calçados e use chinelo em vestiários e banheiros coletivos. Não compartilhe toalhas, meias, calçados, bonés, pentes ou instrumentos de unha.
Lave peças que tiveram contato com a área e avalie animais com falhas de pelo junto ao veterinário. Se houver frieira e micose em outro local, ambas precisam ser reconhecidas para reduzir reinfecção.
Quem precisa de cuidado adicional
Diabetes, má circulação, imunossupressão e uso prolongado de corticoide aumentam o risco de formas persistentes ou complicações. Fissuras nos pés podem funcionar como porta de entrada para infecção bacteriana, especialmente nesses grupos.
Crianças com falhas no couro cabeludo, descamação e fios quebrados devem ser avaliadas logo. Cremes isolados geralmente não alcançam o folículo na tinea capitis e atrasar o tratamento pode favorecer transmissão e cicatriz.
Quando procurar atendimento
Marque consulta se a lesão estiver se espalhando, voltar com frequência, atingir unha ou couro cabeludo, não melhorar como esperado ou se o diagnóstico for incerto. Procure mais cedo se houver diabetes, imunidade baixa ou gestação.
Dor crescente, calor, inchaço, pus, listras vermelhas, febre ou mal-estar podem indicar infecção bacteriana sobreposta. Lesão extensa, muito inflamada ou resistente após viagem também merece avaliação e, às vezes, identificação do fungo.
Micoses de pele | DrauzioCast
Conversa educativa sobre os principais tipos de micose superficial, prevenção e tratamento. O vídeo não substitui avaliação médica.
Fonte: Drauzio Varella — entrevista com dermatologistaPerguntas frequentes
Dúvidas comuns sobre o tema, respondidas de forma simples e responsável.
Micose de pele é contagiosa?
Algumas são. Dermatofitoses podem passar pelo contato com pessoas, animais, solo ou objetos contaminados. Medidas de higiene e tratamento adequado reduzem a transmissão.
Micose sempre forma um círculo?
Não. O formato em anel é comum na tinha do corpo, mas micose nos pés, virilha, couro cabeludo ou por outras leveduras pode ter aparência diferente.
Vinagre, álcool ou água sanitária tratam micose?
Não são tratamentos seguros e podem causar queimadura e irritação. O antifúngico deve ser escolhido conforme o diagnóstico e o local.
Posso usar pomada com corticoide?
Não por conta própria. Corticoide pode mascarar e piorar uma dermatofitose. Pomadas combinadas também aumentam risco de efeitos adversos e erro diagnóstico.
Quanto tempo demora para melhorar?
Micoses localizadas da pele frequentemente melhoram em semanas, mas o prazo varia. Couro cabeludo e unhas levam mais tempo e podem exigir tratamento oral.
O animal de estimação pode transmitir?
Sim. Cães e gatos podem transmitir dermatófitos, às vezes com áreas de queda de pelo. O animal deve ser avaliado por veterinário para evitar reinfecção.
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Referências bibliográficas e fontes consultadas
Este conteúdo foi elaborado com base nas publicações abaixo. Os links direcionam para as páginas, diretrizes ou documentos originais.
- Sociedade Brasileira de Dermatologia — SBDPágina
Dermatofitose
Acessar fonte original - Sociedade Brasileira de Dermatologia — SBDPágina
Tinea (impingem)
Acessar fonte original - Hospital Israelita Albert EinsteinPágina
Dermatofitoses e micoses cutâneas
Acessar fonte original - Centers for Disease Control and Prevention — CDCPágina
Ringworm basics and treatment
Acessar fonte original
Referências verificadas em: 28/08/2026.


