Sonolência, incapacidade de beber, vômitos persistentes, pouca ou nenhuma urina, extremidades frias, sangue nas fezes ou sinais de choque exigem atendimento imediato.
Em resumo
Diarreia aguda é o aumento do número de evacuações com fezes mais líquidas, geralmente por infecção intestinal e com duração inferior a 14 dias. Pode vir acompanhada de vômito, febre e cólica.
A principal complicação é a desidratação, causada pela perda de água e sais. Crianças pequenas podem desidratar rapidamente; por isso, hidratação oral precoce e observação do estado geral são essenciais:
- Use solução de reidratação oral preparada exatamente conforme o rótulo;
- Ofereça pequenas quantidades com frequência e continue o aleitamento;
- Não use antidiarreicos ou antibióticos por conta própria;
- Sonolência, incapacidade de beber, pouca urina ou sangue nas fezes exigem avaliação.
Causas e duração
Vírus são causas frequentes, mas bactérias, parasitas, alimentos contaminados, medicamentos e intolerâncias transitórias também podem provocar diarreia. A história, duração e sinais associados orientam a investigação.
A maioria dos episódios infecciosos melhora em poucos dias. Diarreia persistente por 14 dias ou mais, perda de peso, recorrência frequente ou prejuízo do crescimento precisa de avaliação específica.
Muco isolado não define bactéria. Sangue visível, febre alta, dor intensa ou aspecto muito doente aumentam a necessidade de avaliação médica.
Como reconhecer desidratação
Sede intensa, boca seca, olhos fundos, ausência de lágrimas, irritabilidade, redução da urina e fraldas menos molhadas sugerem perda de líquidos. Compare o comportamento e a diurese com o habitual.
Sonolência, dificuldade para despertar, mãos frias, pulso fraco, respiração alterada, incapacidade de beber ou criança muito abatida podem indicar desidratação grave ou choque.
Em bebês, fontanela mais funda pode aparecer, mas não deve ser avaliada isoladamente. O conjunto de sinais e a evolução são mais importantes.
Solução de reidratação oral
A solução de sais de reidratação oral repõe água e eletrólitos em proporções adequadas. Prepare o envelope com o volume exato de água potável indicado na embalagem; não acrescente açúcar, sal, leite ou suco.
Ofereça em colher, copo ou seringa, em pequenas quantidades e repetidamente, inclusive após evacuações. Se vomitar, aguarde alguns minutos e recomece mais devagar.
Refrigerantes, bebidas esportivas, sucos concentrados e chás adoçados têm composição inadequada e podem piorar a diarreia. Soro caseiro preparado de forma imprecisa também pode ser perigoso; prefira o envelope padronizado quando disponível.
Alimentação durante a diarreia
Continue o aleitamento materno em livre demanda. Para crianças que já comem, mantenha a alimentação habitual em porções menores e mais frequentes, respeitando a aceitação.
Não é necessário deixar a criança em jejum. Alimentação adequada ajuda a preservar nutrição e recuperação. Evite excesso de açúcar, frituras e ultraprocessados se aumentarem o desconforto.
Fórmula ou leite não devem ser suspensos ou diluídos por conta própria. Intolerância transitória pode ocorrer em alguns casos, mas mudanças precisam de orientação profissional.
Medicamentos: quando são indicados
Antibióticos não são usados de rotina e podem piorar efeitos adversos ou resistência. São reservados a situações específicas, definidas pelo diagnóstico, idade e gravidade.
Medicamentos que prendem o intestino não devem ser dados a crianças sem indicação, pois podem causar complicações. Antieméticos também exigem avaliação de idade, peso e risco.
O Ministério da Saúde recomenda zinco para algumas faixas etárias com diarreia aguda, mas dose, duração e apresentação devem ser orientadas pelo serviço de saúde; este conteúdo não substitui prescrição.
Prevenção
Lave as mãos com água e sabão após trocar fraldas e usar o banheiro, e antes de preparar alimentos. Use água segura, cozinhe bem os alimentos e higienize superfícies e utensílios.
A vacina contra rotavírus reduz casos graves e deve ser feita nas idades previstas pelo calendário, respeitando limites específicos. Vacinação atrasada deve ser discutida com a sala de vacina.
Não envie a criança com diarreia para creche ou escola enquanto houver evacuações frequentes e risco de transmissão. Limpe banheiro e trocador e não compartilhe toalhas.
Quando procurar atendimento
Procure avaliação se a criança não consegue beber, vomita repetidamente, urina pouco, apresenta olhos fundos, febre persistente, dor intensa, sangue nas fezes, piora do estado geral ou não melhora em dois dias.
Vá imediatamente à urgência se houver sonolência importante, dificuldade para despertar, extremidades frias, respiração anormal, ausência prolongada de urina, incapacidade de ingerir líquidos, convulsão ou sinais de choque.
Bebês pequenos, crianças desnutridas, imunossuprimidas ou com doença crônica devem ser avaliados mais cedo, mesmo com sintomas aparentemente leves.
Diarreia em crianças e bebês: sinais e cuidados
A pediatra explica riscos e cuidados diante de diarreia em bebês e crianças. O vídeo complementa as orientações institucionais do artigo.
Fonte: Dra. Caterine Cabral, pediatra — Hospital AnchietaPerguntas frequentes
Dúvidas comuns sobre o tema, respondidas de forma simples e responsável.
Toda diarreia precisa de antibiótico?
Não. A maioria dos episódios é viral e melhora com hidratação. Antibiótico só é indicado em situações específicas avaliadas por profissional.
Posso dar refrigerante ou bebida esportiva?
Não são boas opções de reidratação porque têm açúcar e sais em proporções inadequadas. Prefira solução de reidratação oral.
A criança deve ficar em jejum?
Não. Continue aleitamento e alimentação habitual, em porções menores se necessário, respeitando a aceitação.
Como oferecer soro se ela vomita?
Espere alguns minutos e ofereça volumes pequenos e frequentes. Vômitos persistentes ou incapacidade de manter líquidos exige avaliação.
Sangue nas fezes é sinal de alerta?
Sim. Sangue visível, especialmente com febre, dor ou prostração, precisa de avaliação médica.
Diarreia pode causar assadura?
Sim. Troque fraldas com frequência, lave suavemente, seque sem esfregar e use barreira protetora orientada para a pele.
Quando a diarreia é considerada persistente?
Quando dura 14 dias ou mais. Nessa situação, a causa, hidratação, nutrição e crescimento devem ser avaliados.
Como saber se o bebê está urinando pouco?
Observe fraldas menos molhadas e intervalos maiores que o habitual. Junto com boca seca, olhos fundos ou sonolência, isso sugere desidratação.
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Referências bibliográficas e fontes consultadas
Este conteúdo foi elaborado com base nas publicações abaixo. Os links direcionam para as páginas, diretrizes ou documentos originais.
- Ministério da SaúdePágina
Doenças diarreicas agudas
Acessar fonte original - Ministério da SaúdeDiretriz
Manejo do paciente com diarreia — avaliação e planos de tratamento
Acessar fonte original - Ministério da SaúdePDF
Cartilha de doenças diarreicas agudas — atualizada em 10/07/2026
Abrir PDF original - Sociedade Brasileira de PediatriaPágina
Diarreias
Acessar fonte original - Organização Mundial da Saúde — OMSPágina
Diarrhoeal disease
Acessar fonte original
Referências verificadas em: 26/08/2026.


